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Foco difícil? Ambiente, tarefas em partes e pausas planejadas

Quando o foco some, é comum pensar que falta disciplina. Uma reportagem do jornal O Povo, feita para estudantes do Enem 2026, ouviu especialistas e mostra outro caminho: ajustar o ambiente, dividir as tarefas e organizar blocos de tempo com pausas. O texto fala com quem estuda, mas as dicas servem para quem precisa render no trabalho.
Por que a força de vontade não basta para manter o foco?
Segundo a reportagem, a psicóloga escolar Lorena Gomes relaciona a dificuldade de concentração ao excesso de estímulos digitais, principalmente o celular, que fica sempre por perto. Redes sociais, vídeos curtos e mensagens oferecem recompensas rápidas. Já o resultado de uma tarefa importante só aparece depois de um período maior de esforço.
Esse contraste ajuda a entender por que ficar firme “na raça” costuma falhar. Se o ambiente favorece a distração e a tarefa parece enorme, a atenção escapa. A recomendação da reportagem é não depender de ter mais força de vontade, e sim modificar o entorno e criar uma rotina que seja possível cumprir.
O que os especialistas recomendam para voltar a se concentrar?
A matéria reúne algumas estratégias simples:
- Prepare o espaço: reduza o que pode distrair você antes de começar.
- Trabalhe em blocos com pausas: um exemplo citado é repetir o ciclo quatro vezes e depois fazer uma pausa maior, de 15 a 30 minutos. Outra opção é focar por 40 ou 50 minutos e descansar 10.
- Adapte os tempos à sua realidade: os períodos são sugestões, não regras fixas.
- Comece por algo acessível: em vez de abrir pela tarefa mais difícil, comece por algo mais fácil para entrar no ritmo.
Esse esquema de ciclos lembra a técnica Pomodoro. Um estudo com 94 universitários descreve a técnica como blocos de 25 minutos com pausas de 5 minutos, repetidos quatro vezes antes de uma pausa mais longa, de 15 a 30 minutos. Os pesquisadores compararam esse formato com pausas livres e com um método chamado Flowtime. Segundo o estudo, as diferenças não resultaram em níveis gerais distintos de fadiga ou motivação entre os grupos. A leitura prática é que não existe um tempo mágico. Vale testar e escolher o que funciona para você.
Como levar essas dicas para o seu dia de trabalho?
Pense em um relatório extenso, uma apresentação ou uma pilha de e-mails. Você pode deixar o celular fora do alcance durante o bloco, fechar abas que não têm relação com a tarefa e separar o projeto em passos pequenos. Depois, comece pelo item mais simples da lista. Concluir esse primeiro passo costuma dar embalo para os seguintes.
As pausas também fazem parte do plano. Elas não são perda de tempo, e sim parte da estrutura que sustenta a atenção. Se você não conseguir cumprir o bloco que planejou, reduza o tamanho dele em vez de abandonar o método.
O recado final da reportagem é tranquilizador: perder a concentração não é o fim do mundo. O importante, segundo o texto, é perceber rapidamente que a atenção desviou e voltar para a atividade. Você não precisa cobrar de si mesmo um foco perfeito, só treinar o retorno.
Checklist para o seu próximo bloco de foco
- Deixe o celular fora do alcance durante o bloco, em outra mesa ou dentro da gaveta.
- Limpe a mesa e feche as abas e os aplicativos que não são da tarefa.
- Quebre o projeto grande em passos pequenos e escreva-os em uma lista.
- Comece pelo item mais simples da lista para ganhar ritmo.
- Escolha um formato de bloco (por exemplo, 25 minutos de foco e 5 de pausa, ou 50 e 10) e teste por uma semana.
- Quando perceber que se distraiu, não se culpe: note o desvio e volte para a tarefa.
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Fontes
- Lara Vieira. Como estudar para o Enem 2026 mesmo com dificuldade de concentração. O Povo, 2026.
- Investigating the Effectiveness of Self-Regulated, Pomodoro, and Flowtime Break-Taking Techniques Among Students. PubMed Central (NCBI), 2025.



